Na tarde desta terça-feira, o Museu da Capitania em Ilhéus foi palco de uma reunião significativa que reuniu uma variedade de especialistas e entusiastas da história. O evento, organizado pelo secretário de cultura e renomado historiador Geraldo Magela, concentrou-se em torno da possível descoberta de um navio naufragado na costa norte da cidade.
Um dos pontos altos da reunião foi a apresentação conduzida pela empresária Cibele Adami, que emergiu como figura-chave na descoberta do naufrágio e na condução dos procedimentos iniciais necessários para a exploração desse achado arqueológico promissor.
O processo de exploração prevê a colaboração de várias instituições importantes, incluindo a Marinha, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Essa parceria multidisciplinar é fundamental para garantir a preservação adequada dos vestígios do naufrágio e para desvendar a história por trás dessa embarcação misteriosa.
Uma das teorias intrigantes que cercam o naufrágio é a possibilidade de se tratar de um navio negreiro datado de 1851/52. Caso essa suspeita se confirme, o achado ganharia ainda mais importância histórica, fornecendo um vislumbre impactante das dolorosas realidades do comércio transatlântico de escravos que marcou aquela época.
A reunião contou com a presença de professores especializados em arqueologia da UESC, mergulhadores profissionais e historiadores renomados. A colaboração entre esses diversos campos do conhecimento promete enriquecer a compreensão desse acontecimento histórico e arqueológico.
À medida que o processo de exploração avança, a expectativa é que mais detalhes sobre o naufrágio venham à tona, lançando luz sobre um capítulo potencialmente esquecido da história local e global. A cidade de Ilhéus aguarda ansiosamente por novas descobertas que possam redefinir nossa compreensão do passado.
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