quinta-feira, 14 de agosto de 2025

COOPERCABRUCA leva cacau fino da Bahia para conquistar o mercado europeu

 




A COOPERCABRUCA acaba de alcançar um marco histórico para a cacauicultura do Sul da Bahia. Nesta segunda-feira (11), a cooperativa recebeu, no Centro de Inovação do Cacau (CIC), um grupo de investidores suíços para oficializar um contrato que prevê a exportação de mais de 50 toneladas de cacau fino. O produto será destinado à fabricação de uma nova linha de chocolates por uma das maiores indústrias do setor na Europa.

O acordo é fruto de um ano de negociações e leva para um dos mercados mais rigorosos do mundo amêndoas de alta qualidade produzidas pelos cooperados. A conquista reflete anos de trabalho coletivo, investimento em manejo sustentável e atenção minuciosa a todas as etapas da produção — do cultivo à secagem e seleção das amêndoas.

Para o presidente da cooperativa, Orlantildes Pereira, o momento é simbólico:
"É a comprovação de que o cacau dos nossos cooperados tem padrão internacional. O Sul da Bahia mostra que pode competir e se destacar no cenário global do chocolate", afirmou.

O primeiro carregamento, com cerca de 12,5 toneladas, foi enviado na terça-feira (12). A expectativa é de que, no próximo ano, o volume exportado ultrapasse 100 toneladas. "Nosso objetivo é atender plenamente este cliente e manter a qualidade. Estamos mobilizando os cooperados para garantir que essa meta seja cumprida e que a cooperativa se fortaleça ainda mais", completou o presidente.

Produtores celebram a oportunidade de ver seu cacau conquistar novos mercados. "É gratificante saber que nosso trabalho chega a consumidores que valorizam a qualidade e a origem", disse Adilson Almeida, de Jitaúna. Já João Miguel, produtor de Jequié, reforçou que "o acesso ao mercado europeu é resultado de confiança mútua e de um compromisso permanente com a excelência".

Mais que uma operação comercial, o contrato projeta a COOPERCABRUCA como referência em inovação e qualidade no setor cacaueiro brasileiro. Trata-se de um avanço que fortalece a economia local, valoriza o trabalho no campo e coloca o nome do Sul da Bahia no mapa internacional da alta chocolateria.



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